Esperança e Silêncio

15 01 2011

(ver o texto Sofro, logo Deus existe)

Mais uma tragédia das muitas que ocorrem pelo mundo a fora. Uma tromba d’água que levou consigo toneladas de barro e muitas vidas, um momento em que muitos ficam apenas se perguntando: “Por quê?”. Respostas evasivas e inacreditáveis surgem no meio de tanto alvoroço, vozes quase do além. Além da tristeza, além da realidade, além do consolo. Tanto tem para se falar para pessoas que nada tem, e misturado a este palavrório insensato outros brigam com a existência do divino.

Devo admitir que algumas vezes deixamos o sofrimento falar tão alto que não conseguimos compreender que há uma esfera superior (apenas superior, o que não a coloca como irreal ou meramente transcendente, pois esta mesma também é imanente) e nos voltamos para Aquele que É apontando o dedo com arrogância e acusando-O de não fazer nada, na verdade, colocando as tragédias como provas para a sua inexistência. Tolice ilógica! O garoto que se joga em cima dos espinhos e coloca a culpa em seu próprio pai. O mundo é destruído pelo ser humano, porém, a sua loucura desvairada se excede tanto que, ainda cambaleando pela embriaguez, diz bobagens, procura causas ocultas imaginárias e continua a destruir a própria casa.

André Comte-Sponville em seu livro “Tratado do Desespero e da Beatitude” nos conclama a seguir uma vida des-esperada. Pois aqueles que possuem esperança vivem eternamente em um mundo sem alegria, pois quem espera o faz porque anseia que tudo seja melhor, mas os que não possuem esperança, os des-esperados, resolvem viver uma vida plena aqui e agora. Todavia, eu me volto para Comte-Sponville e pergunto se o mesmo vale para a tragédia no Rio de Janeiro, se este discurso é válido para aquelas famílias que com muito esforço construíram suas casas, mas que em questão de minutos viram os sonhos de suas vidas ruírem e serem levados pela enxurrada. Viver uma vida sem esperança é viver uma vida burra, pois a esperança não trás tristeza, como ele alega, entretanto, a esperança traz alegria e conforto, porque tem-se a certeza que de ainda não se vive o fim. Resumir a existência humana meramente ao planeta Terra com se vê é a maior angústia que se pode dar a qualquer ser humano.

Claro que o divino não é um lenitivo como a morfina (a URSS não foi um LENINtivo para o mundo), nem mesmo os bancos de uma igreja funcionam como o divã de um psicanalista invisível, porém, o ateísmo não pode preencher esta falha visivelmente necessária na atual existência humana: a ESPERANÇA, fator que cada vez mais se encontra em falta. Eleitores não se preocupam com seu voto, pois perderam a esperança, pais não se preocupam com a escola, pois perderam a esperança, jornalistas transmitem catástrofes da mesma forma que Ana Maria Braga passa uma receita porque não há mais esperança, as pessoas não querem acreditar em Deus porque não há esperança (por mais contraditório que pareça!). Não vivemos em um mundo desesperado, mas em uma sociedade amorfa e apática, que não sabe de onde vem e muito menos para onde vai, uma sociedade que deixa o etéreo lhe causar estresse enquanto que as realidades mais concretas são postas de lado. Um pós-modernismo que tem levado ao catastrofismo.

O que fazer então?

Eu proponho uma volta aos propósitos de Cristo. Ele mesmo disse que no fim dos tempos a sociedade e a natureza dariam sinais de que tudo estaria se encerrando (Mateus 24), como as últimas notas de uma música anunciam o desfecho do espetáculo: guerras, rumores de guerras, fome, terremotos e tantas outras catástrofes dignas de livros de ficção, mas que infelizmente não são. Será que nada disto acontecia a 2000 anos atrás? Será que estas coisas fazem parte do mal moderno? A resposta é um claro não, pois quando Jesus disse que nos últimos dias estas coisas se dariam, Ele estava declarando que o Reino de Deus já havia chegado, porém, uma coisa ainda faltava: o evangelho do Reino ser pregado a todas as nações.

É inegável que nestes últimos anos estes eventos (que gostaríamos de tê-los longe da nossa mente e da realidade) tem se tornado cada vez mais intensos e frequentes, mas a nossa missão é levar o evangelho àqueles que nos rodeiam. João em sua primeira carta nos diz que o rosto de Deus é revelado aos outros por meio das intenções e atitudes de cada um de nós. Portanto, quanto às famílias do Rio de Janeiro, deixe as palavras de lado e abrace, chore e doe calor humano, pois é assim que se leva o evangelho e diz as palavras de Cristo: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mateus 11.28, NVI).





Paz e Pacificadores // parte2

1 01 2009

paz_pacif2No texto anterior abordamos a questão da paz. Podemos perceber que o nosso conceito comum de paz (pax romana), não é nada mais que um desejo intenso, imerso na alma humana, portanto, tentar alcançá-lo enquanto estamos na Terra é uma tarefa árdua e infinita, pois é impossível. Enquanto estamos neste planetinha, resta-nos viver a Shalom, uma paz que não está livre de problemas, mas é chamada de ‘paz’ porque apesar dos problemas, estamos de mãos dadas com o Ser Supremo.

Agora, abordemos a questão do pacificador, pois não é possível haver paz se não houver quem a leve, ou seja, o pacificador.

O conceito de pacificador se encontra um tanto que defazado na sociedade moderna. Este meio pluralista em que nos encontramos, acaba levando à uma confusão de ideologias e doutrinas. Hoje encontramos a paz mesclada com a guerra. O caso mais recente é a guerra no Iraque, justificada pelo conceito de paz que os americanos querem introduzir naquele país abandonado. Os pacificadores modernos não mais portam mãos que acariciam e confortam, mas, carregam rifles e metralhadoras. Imagine um soldado chutando a porta da sua casa até derrubá-la, apontando uma arma para o seu rosto e dizendo asperamente: “Viemos trazer-lhe paz! Aceita ou morre!”

Talvez você se pergunte: “Mas não é exatamente assim que deve ser enquanto estamos na Terra? Afinal, já que nunca alcançaremos a pax romana, devemos nos comportar da maneira que o mundo vive, nos adaptar ao meio.” Sim, devemos nos adaptar ao meio (assunto visto em: “Sobre cebolas, maçãs e batatas” e será esclarecido no próximo texto), entretanto, o conceito de pacificador foge ao conceito mais simples da lógica que diz: “A não pode ser A e não-A ao mesmo tempo”. Se o pacificador deve trazer novamente as coisas à ordem (ainda que não alcance a perfeição) como posso realizar tal feito por meio da desordem?

Cristo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.” (João 14.27). Esta declaração O coloca na categoria de pacificador, todavia, o mesmo Cristo também disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mateus 10.34). Será que Jesus se contradizia nas Suas palavras? Será que Ele é mais um destes pacificadores modernos? Para responder, devemos perceber as características das subcategorias de pacificadores.

Já vimos que o conceito de paz experiencial, esta que já podemos viver, possui visões totalmente diferentes, dependendo da ideologia que se vive. A divina ou a humana. A real ou a utópica. Cristo disse que nos deixaria a paz, mas também disse que não veio trazer paz e ainda completou afirmando que veio trazer espada. Será que Cristo estava dando bandeira branca para os cristãos iniciarem uma Jihad? Ou estava falando de diferentes conceitos de paz?

Existem duas esferas de realidade que estão em constante oposição. A esfera superior, onde Deus se encontra e a esfera inferior, onde nós nos encontramos. Uma batalha está sendo travada entre o Rei do Universo e o príncipe deste mundo. Nós mesmos vivemos em um constante duelo interno, entre a explosão da vontade de estar no seio de perfeição e a dura realidade débil e mácula da imperfeição. Um desejo intenso de estar agora no Céu e o fato de ainda estar na Terra. Os braços levantados para alcançar a transcedência tendo os pés sólidos na imanência.

Quando Cristo disse que não veio trazer paz, mas espada, Ele estava simplesmente tomando posição de um lado do conflito. A Espada de Cristo não é arma de fogo, bombas, punhais ou qualquer outro armamento, mas é a decisão irrevogável de estar em oposição ao pecado (fator que muitos teólogos modernos negam a existência, negação que G. K. Chesterton denomina como loucura). Tal atitude coloca Cristo em uma categoria de pacificador totalmente diferente dos contraditórios pacificadores modernos, pois o cristianismo crê e atesta que no último tempo, na consumação final, o Poder do Universo, o Mestre Jesus, trará tudo à ordem original, Ele diz: “Faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21.5). A Espada de Cristo não leva o mundo ao caos, mas ajunta todas as peças espalhadas pelo pecado a um único quadro flamejante e belo.

Agora podemos entender, que ser pacificador não estabelece que este necessariamente tenha paz, pois um pacificador da Shalom não tem em si a paz da  utopia, assim como um pacificador utópico não tem em si a Shalom. E ainda acrescento uma terceira categoria, a dos pacificadores modernos que creêm na possibilidade de trazer ordem por meio da desordem. Então nos deparamos com esta forquilha de três vias e devemos escolher o caminho a seguir (pois é impossível viver e não ser um pacificador, seja qual for a categoria que se encontre). Qual trilha você irá prosseguir?

Veja que os pacificadores modernos fogem à regra mais simples da lógica, portanto é irracional ser este tipo de pacificador. Os pacificadores da utopia pregam uma doutrina inalcançavel e a nossa própria experiência serve de prova, nos mostrando que é impossível viver na Terra e estar completamente livre de qualquer tipo de incomodação e problema. Assim sendo, racionalmente devemos ser pacificadores da Shalom, apregoadores da pax romana final, portadores do conforto universal.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou;” Você aceita o desafio?





O Último

3 12 2008

1150ef0202image_media_horizontalEra sua última refeição. Seu último abraço. Seu último ‘até logo’. Havia recebido uma promoção no mês anterior e estava radiante. Caminhava triunfante pelo saguão do aeroporto. Vestia roupa azul, sapatos pretos muito bem lustrados, gravata vermelha e um broche com o desenho de duas asas, o qual ostentava com muito orgulho, identificando-o como comandante. Henrique Stephanini Di Sacco, 54 anos, entra no Airbus A320 da TAM, voô JJ 3054. Cumprimenta toda tripulação, saúda seus passageiros, se assenta na poltrona e decola às 17h16 do aeroporto de Porto Alegre. Algum tempo depois, Henrique diria suas últimas palavras: “Vira! Vira! Vira!” Em seguida, apenas as chamas.

Se você soubesse quando seria o seu último momento que atitude tomaria? Alguns sairíam para um retiro com a família, outros passariam o tempo todo em oração, ou ainda ficariam a reparar as brechas. Quem sabe? Entretanto, de qualquer maneira, se refletirmos acerca do ‘Último’ (não o Causador ou o Primordial que é Deus, mas a Causa pura e simples), perceberemos quão frágil, impotente e necessitado é o homem.

O tempo corre em direção ao infinito, por mais que tentemos segurá-lo com as mãos, este escorrerá por entre nossos dedos como óleo e quando menos esperarmos, o Último do tempo estará batendo com a parede no nosso corpo, empurrando-nos para o desconhecido. Por mais que lutemos e relutemos para escapar perceberemos que nos é impossível. Não importa quanto conhecimento possamos ter ou a nossa situação financeira, todos somos cortados pela mesma navalha temporal, todos estamos incapacitados de lidar com o tempo. Então, chega o Último.

Pode ser uma imagem desagradável, mas, pare por um instante e imagine o momento de sua morte. Pessoas chorando em volta do esquife, a coroa de flores, roupas negras, uma música em acordes menores tocando ao fundo e alguém sempre afirmando: “Mas ele era tão bom!” A princípio, se congelarmos a imagem nesta ocasião, talvez pareçamos pessoas importantes e que sempre serão lembradas. Porém, deixe que as horas passem, o dias cheguem ao fim e se renovem, deixe que as flores da primavera se desprendam da árvore para dar lugar aos frutos anuais, o pó voltar ao pó, o tempo continuar sua corrida, então você perceberá que nada somos, incapazes de lidar com o Último, que se mostra mais forte que nós.

No momento, encontro-me em uma situação na qual estarei dentro de poucos dias encarando o Último. Não o Último moribundo, mas o Último que volta e meia temos que encarar na vida. Estou a poucos dias de deixar amigos que amo para trás, um local no qual passei momentos incríveis, para seguir em direção a uma nova fase da vida. Então paro para pensar: “Que farei nestes momentos que me restam?” Nesse instante não vale muito à pena refletir nas oportunidades que perdi, mas me concentrar nas últimas oportunidades. Agora começo dar valor àquilo que tem valor, pois, por mais que eu queira o progresso da minha maneira, o tempo é mais forte e me leva ao meu Último.

O Último é um grande paradoxo da vida. Ao mesmo tempo em que traz alegrias para alguns, carrega tristeza para outros, ao mesmo tempo em que encerra o velho, dá início ao novo. O último dia no hospital leva qualquer um à uma esfera de alegria, afinal, agora o doente está curado, as chagas foram levadas e a carne sadia mostra o vigor da pessoa que entra no carro rumo à sua casa, entretanto, o mesmo Último trará grandes lágrimas se a saída se der dentro de uma urna rumo ao local da mortuária. Quando o relógio bate meia-noite sob o manto escuro e flamejante do céu de 31 de Dezembro, ao mesmo tempo despedimos do ano velho e saudamos o ano novo. Alegria, tristeza, velharia, novidade… Em qual lado do paradoxo você prefere se encontrar?

Ainda estamos na Terra, portanto, mesmo que construam máquinas poderosas, computadores velozes, edifícios luxuosos nada disto é mais forte e imponente do que o tempo que leva todas as coisas ao seu Último inevitável. Entretanto, existe Um que é o possuidor do Tempo, Aquele cujo relógio não possui ponteiros, pois é impossível medir a eternidade. Este é o Ser que manifestará o desenlace do Último, levantando a cortina do espetáculo e revelando que o palco da História não tem fim. Ele, que desde milhares de anos antes de Cristo revelou com precisão o que haveria de acontecer em nossa era por meio daquilo que chamamos ‘profecias’, as quais são provas racionais o suficiente para comprovar tanto Sua existência quanto a capacidade de controlar o que foge ao nosso controle, o Tempo.

Chegará o dia em que uma nova era será inaugurada, não mais a Era do Fim, mas a Era do Infinito. O Senhor dos Céus descerá e com poder repetirá as palavras anteriormente ditas, agora em contexto totalmente diferente: “Está feito!” (Ap. 21.6) Encerrou-se o período do Último, as portas se fecharam para então dar início às ‘novas coisas’, pois este Poder disse: “O tempo está próximo. Eu sou o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Certamente venho sem demora.” (Ap. 22.10, 13, 20).

O Último pode causar tristeza. Mas lembre-se, o Último é um paradoxo. Portanto, fique feliz, salte de alegria, enxugue as lágrimas, pois estamos nos ‘últimos dias’.





Racionalmente Amor…

15 09 2008

Já diziam: “O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa.” Até que ponto posso considerar isto uma verdade? Ou será que nem mesmo é verdade?

É engraçado olhar às concepções de amor por aí a fora. Para se ter uma noção mais clara basta assistir a qualquer um destes filmes de ficção chamados popularmente de ‘romances’ em especial a seção chamada ‘comédia romântica’. Este último é aquele que os homens denominam de coisa sem-graça e as mulheres suspiram. Ali vemos aquelas histórias com finais previsivos que possuem um roteiro perfeito para qualquer apaixonado, entretanto nunca se viu algo como aquilo no que chamamos de ‘mundo real’.

Nesta surrealidade o amor é demonstrado como um sentimento etéreo que eleva qualquer alma para uma dimensão superior onde há cupidos espalhados por toda a parte, uma música depressiva toca de fundo, um cheiro muito prazeroso de nada invade o ar, os dois corpos correm em direção ao outro por um campo sem fim de trigo e flores (igual no musical Heide), porém, apesar de correr tanto nunca alcançam o outro, simplesmente permanecem naquela angústia de tê-lo nos braços. Isto é apenas uma ‘materialização’ daquilo que contam e dizem por aí.

Tem uma música que está no topo das paradas de download que entitula-se “Sem ar”. Com toda a sinceridade que explode de meu ser: Esta canção pinta a maior estupidez que a alma humana pôde produzir.

No início da música o autor suicida retrata-se flutuando com o corpo totalmente amortecido, pois aquilo que ele chama de ‘amor’, o entorpeceu de tal maneira que nem mesmo consegue pronunciar coisa com coisa. Depôs toda a sua confiança em uma pessoa, que agora não mais a tem, portanto permanece desnorteado e com uma dor profunda que apenas o sono pode amenizá-la. Então no refrão ele dá o golpe de mestre indo nadar na praia, porque é impossível empinar pipa, já que o vento traz o que se quer esquecer. Chorando copiosamente este indivíduo insiste que o seu lugar é nos braços daquela que não o quer mais e deste jeito ele permanece sem amor, sem luz, morre sufocado.

Querido leitor, se este é o produto do amor declaro neste momento perseguição ao amor! Tragam-no para a guilhotina que eu me proponho a ser o carrasco! Coloquem o amor na fogueira, pois ele não merece viver! Entretanto, pude descobrir que isto não é o amor, apenas uma cópia mal feita do verdadeiro, pois o amor verdadeiro não é irracional.

A Bíblia é muito clara quando diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha vida eterna.” (João 3.16) E isto resume toda a racionalidade do amor.

Ao contrário do que muitos pensam, o amor e a razão podem conviver muito bem juntos. Em realidade eles não são opostos, mas complementares. A razão é o guia, o amor o motor.

Veja que Deus ESCOLHEU amar o mundo. Como sei disto? Pois nos é dito que Ele deu. É possível dar alguma coisa sem escolher doá-la? Quando algo é tomado à força não pode ser doação, mas roubo. Entretanto Deus ‘deu Seu único Filho’. Para escolher amar é necessário parar e racionalizar a situação. E foi exatamente isto que Ele fez: Olhou para o mundo e raciocinou, “eles precisam de mim” (direção a ser tomada, guia); em seguida Deus agiu por meio do amor (motor) e ‘deu Seu único Filho’.

Este verso nos mostra também o caráter do amor, que, ao contrário daquilo que foi retatado na música “Sem ar”, o amor sofre pelo bem do outro. O amor dá total liberdade para que se possa agir, não fica criando joguinhos emocionais de maneira a forçar o outro a responder. Perceba que Deus ‘deu Seu único Filho’ não para salvar todos por meio da obrigatoriedade, mas somente para aqueles que ESCOLHERAM ‘nEle crer’.

O amor é um sentimento necessário para todas as pessoas que ESCOLHEM viver uma vida perfeita. Por isso é imprescindível reconhecer o verdadeiro amor. O amor centralizado nas pessoas. Amor que é tão verdadeiro ao ponto de se doar para qualquer pessoa. Não se mata por amor, morre-se por amor. Não se sente ciúmes por amor, sente-se amor por amor. Não se obriga por amor, se liberta por amor. C. S. Lewis já dizia: “De todos os poderes, ele [o amor] é o que perdoa mais, porém o que menos fecha os olhos: ele se satisfaz com pouco, mas exige tudo.”

Se Deus for a fonte de amor, amarei corretamente, pois amarei como ele ama. Se a fonte de amor for a mim mesmo, amarei da forma errada, pois o egoísmo é contrário ao amor. Este placebo de amor que circula por aí é exatamente este último.

Portanto, o amor não é uma flor roxa, nem mesmo é uma flor. Podemos comparar o amor à uma vacina que aniquila todo o mal. E ele não nasce no coração do trouxa, mas nasce no coração de Deus. Trouxa é quem pensa que ama quando na realidade não ama.