Pois ainda estou na Terra!

18 09 2008

 

Não sei se você chegou a ler a página ‘Sobre’ do blog. Se não, leia-a antes de continuar o texto. Vai em frente. Não se preocupe, eu te espero. (pernas cruzadas, mãos cruzadas sobre o colo, assobiando esperando você voltar).

Pronto? Viu como foi rapidinho? E fiquei aqui te esperando voltar. Não, eu nunca vou te abandonar assim, ainda mais quando a causa é nobre. Mas, voltando ao assunto… Percebeu que ali eu falo acerca daqueles que pensam que já estão em uma esfera superior? Aquelas pessoas que deduzem, por meio de suas cabecinhas de jiló, que o ingresso em uma denominação as torna superiores por si mesmas? Pobres criaturas…

É interessante a complexidade da mente humana. Até hoje os estudiosos da medicina consideram esta máquina uma das mais fabulosas e intrigantes engenharias que existe. Entretanto, como já estabelecia a lei de Murphy (que nada tem que ver com azar, primordialmente): Quanto mais complexo um sistema, maior a probabilidade de aparecer defeitos. Portanto, se a ilusão de estar em uma esfera de vida superior às outras pessoas é algo criado na mente destas pessoinhas, só posso concluir que não passa de mero defeito de seus cérebros.

Seres humanos nascem, crescem, (muitos) se reproduzem e morrem. Este é o ciclo vital de todos. Sejam ricos, pobres, homens, mulheres, religiosos, não-religiosos, todos estão sob esta inevitabilidade. Então o que faz com que alguns pensem que são superiores? A ilusão própria de viver em outro planeta.

Uma grande prova disto é o sofrimento, assunto que já discutimos anteriormente. O sofrimento é umas das provas de que Deus existe e, ao mesmo tempo, também é uma prova de que todos somos iguais. Afinal, quem é que não sofre? E se as pessoas que estão dentro de denominações são superiores, então elas não deveriam ser infligidas com um fator tão negativo como este. Salomão já dizia: “Não há nada novo debaixo do Sol”.

Nada há de novidade debaixo do Sol. Tudo é igual para todos. As células corpóreas não modificam para nenhuma pessoa. Todos nós, em última instância, somos nada mais que um acumulado de prótons, neutrons e elétrons. Então – pergunto – qual a vantagem de ser cristão se não há nada de novo debaixo do Sol? A grande vantagem é que sendo cristão eu posso enxergar acima do Sol e ver que há uma luz mais brilhante que me ilumina. O grande problema da humanidade não é o que se encontra debaixo do Sol, mas é a incapacidade de observar acima dele.

Entretanto, ainda me encontro debaixo do Sol. Minha casa, minha família, meus amigos, meu emprego, tudo isto se encontra debaixo do Sol. Por que então eu deveria procurar olhar acima do Sol? Porque se as coisas que estão debaixo do Sol solucionassem as angústias da alma, aqueles vácuos que toda pessoa tem por inerência, então não encontraríamos uma humanidade catastrófica como a que vemos espalhada por toda a face da Terra. Procurar observar acima do Sol é buscar uma luz mais radiante que da estrela que ilumina o nosso sistema.

Viver no planeta Terra não é uma tarefa muito fácil, todavia, não tivemos a opção de escolher outro lugar. A nossa vida foi dada para habitar neste canto do cosmos, então devemos aprender a morar aqui.

O símbolo do ‘Pr. GugaGóes – Pois ainda estou na Terra’ retrata exatamente isto, apartir da nossa perspectiva. O bonequinho dentro do círculo representa cada um de nós. O círculo representa a Terra, nossa moradia. O quadrado envolta mostra a nossa incapacidade de escapar deste mundinho. Portanto, devemos aprender a viver enquanto estivermos aqui.

Incapacitados de sair daqui. Fechados em um quadrado neste planeta. Nada novo debaixo do Sol. Apenas dependendo da luz que está acima do Sol para viver iremos para outro lugar. Enquanto isso, olhemos para esta Luz maior que irá clarear este mundo e revelar outro que virá. Sem o Sol maior continuaremos com a visão turva e, por mais que haja esforço, continuaremos a caminhar como andarilhos.

“Não há nada de novo debaixo do Sol”, POIS AINDA ESTOU NA TERRA. Devo olhar acima do Sol, POIS AINDA ESTOU NA TERRA.

 


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