Racionalmente Amor…

15 09 2008

Já diziam: “O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa.” Até que ponto posso considerar isto uma verdade? Ou será que nem mesmo é verdade?

É engraçado olhar às concepções de amor por aí a fora. Para se ter uma noção mais clara basta assistir a qualquer um destes filmes de ficção chamados popularmente de ‘romances’ em especial a seção chamada ‘comédia romântica’. Este último é aquele que os homens denominam de coisa sem-graça e as mulheres suspiram. Ali vemos aquelas histórias com finais previsivos que possuem um roteiro perfeito para qualquer apaixonado, entretanto nunca se viu algo como aquilo no que chamamos de ‘mundo real’.

Nesta surrealidade o amor é demonstrado como um sentimento etéreo que eleva qualquer alma para uma dimensão superior onde há cupidos espalhados por toda a parte, uma música depressiva toca de fundo, um cheiro muito prazeroso de nada invade o ar, os dois corpos correm em direção ao outro por um campo sem fim de trigo e flores (igual no musical Heide), porém, apesar de correr tanto nunca alcançam o outro, simplesmente permanecem naquela angústia de tê-lo nos braços. Isto é apenas uma ‘materialização’ daquilo que contam e dizem por aí.

Tem uma música que está no topo das paradas de download que entitula-se “Sem ar”. Com toda a sinceridade que explode de meu ser: Esta canção pinta a maior estupidez que a alma humana pôde produzir.

No início da música o autor suicida retrata-se flutuando com o corpo totalmente amortecido, pois aquilo que ele chama de ‘amor’, o entorpeceu de tal maneira que nem mesmo consegue pronunciar coisa com coisa. Depôs toda a sua confiança em uma pessoa, que agora não mais a tem, portanto permanece desnorteado e com uma dor profunda que apenas o sono pode amenizá-la. Então no refrão ele dá o golpe de mestre indo nadar na praia, porque é impossível empinar pipa, já que o vento traz o que se quer esquecer. Chorando copiosamente este indivíduo insiste que o seu lugar é nos braços daquela que não o quer mais e deste jeito ele permanece sem amor, sem luz, morre sufocado.

Querido leitor, se este é o produto do amor declaro neste momento perseguição ao amor! Tragam-no para a guilhotina que eu me proponho a ser o carrasco! Coloquem o amor na fogueira, pois ele não merece viver! Entretanto, pude descobrir que isto não é o amor, apenas uma cópia mal feita do verdadeiro, pois o amor verdadeiro não é irracional.

A Bíblia é muito clara quando diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha vida eterna.” (João 3.16) E isto resume toda a racionalidade do amor.

Ao contrário do que muitos pensam, o amor e a razão podem conviver muito bem juntos. Em realidade eles não são opostos, mas complementares. A razão é o guia, o amor o motor.

Veja que Deus ESCOLHEU amar o mundo. Como sei disto? Pois nos é dito que Ele deu. É possível dar alguma coisa sem escolher doá-la? Quando algo é tomado à força não pode ser doação, mas roubo. Entretanto Deus ‘deu Seu único Filho’. Para escolher amar é necessário parar e racionalizar a situação. E foi exatamente isto que Ele fez: Olhou para o mundo e raciocinou, “eles precisam de mim” (direção a ser tomada, guia); em seguida Deus agiu por meio do amor (motor) e ‘deu Seu único Filho’.

Este verso nos mostra também o caráter do amor, que, ao contrário daquilo que foi retatado na música “Sem ar”, o amor sofre pelo bem do outro. O amor dá total liberdade para que se possa agir, não fica criando joguinhos emocionais de maneira a forçar o outro a responder. Perceba que Deus ‘deu Seu único Filho’ não para salvar todos por meio da obrigatoriedade, mas somente para aqueles que ESCOLHERAM ‘nEle crer’.

O amor é um sentimento necessário para todas as pessoas que ESCOLHEM viver uma vida perfeita. Por isso é imprescindível reconhecer o verdadeiro amor. O amor centralizado nas pessoas. Amor que é tão verdadeiro ao ponto de se doar para qualquer pessoa. Não se mata por amor, morre-se por amor. Não se sente ciúmes por amor, sente-se amor por amor. Não se obriga por amor, se liberta por amor. C. S. Lewis já dizia: “De todos os poderes, ele [o amor] é o que perdoa mais, porém o que menos fecha os olhos: ele se satisfaz com pouco, mas exige tudo.”

Se Deus for a fonte de amor, amarei corretamente, pois amarei como ele ama. Se a fonte de amor for a mim mesmo, amarei da forma errada, pois o egoísmo é contrário ao amor. Este placebo de amor que circula por aí é exatamente este último.

Portanto, o amor não é uma flor roxa, nem mesmo é uma flor. Podemos comparar o amor à uma vacina que aniquila todo o mal. E ele não nasce no coração do trouxa, mas nasce no coração de Deus. Trouxa é quem pensa que ama quando na realidade não ama.

 


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2 responses

16 09 2008
Nádia Menin

Lindo texto! Ótima reflexão!
Realmente o amor é uma questão de escolha racional. Ele transforma, traz felicidade e vigor. E só Deus pode nos dar!

30 08 2010
Naomy Miranda Oliveira

Quando houve a proposta do amor racional, confesso que pensei em um texto criticando o sentimento da forma pela qual não seria necessário a sua existência, logo fiquei curiosa e espantada. Felismente uma idéia equivocada de modo a ser anulada.
Ao ler o texto tive a mesma opinião a que quando ouvi a música para escrever sobre a mesma, e os outros argumentos estão em concordancia com os meus, sendo assim não disconcordo com a ideologia apresentada na dissertação.

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